Experiências do Estágio Supervisionado em Ciências Sociais na Fronteira Coronel Sapucaia/MS-Capitan Bado/PY.

Maysa Lima de Souza

Resumo


Resumo

Este relatório de experiência tem como objetivo demonstrar as experiências no ambiente escolar fronteiriço, Coronel Sapucaia/MS-Capitan Bado/PY. Vale ressaltar que as observações ocorreram em 2018, referente ao meu último ano de graduação. Diversas vezes a fronteira é vista e/ou assimilada ao estigma da pirataria e do tráfico de drogas, com isso, as visões de outras sociedades que não vivenciam o cotidiano de uma fronteira seca, de "cidades gêmeas", acabam visualizando a fronteira sob a égide do preconceito. É preciso ressaltar que, muito mais do que um espaço estigmatizado, a fronteira, a escola que abriga alunos do outro país oferecem trocas de conhecimento, compartilham diferentes experiências e dificuldades, mas que permitem maior aprendizado e desconstrução de preconceitos.

 

Palavras-chaves: Educação. Fronteira. Estágio Supervisionado. Relato de Experiência. Ciências Sociais.

 

Abstract

This experience report aims to demonstrate the experiences in the frontier school environment, Coronel Sapucaia/MS-Capitan Bado/PY. This experience report aims to demonstrate the experiences in the frontier school environment, Coronel Sapucaia/MS-Capitan Bado/PY. It is noteworthy that the observations occurred in 2018, referring to my last year of graduation. Several times the border is seen and/or assimilated to the stigma of piracy and drug trafficking, with this, the visions of other societies that do not experience the daily life of a dry border, of “twin cities”, end up visualizing the border under the aegis of prejudice. It should be emphasized that, much more than a stigmatized space, the border, the school that houses students from the other country offer exchanges of knowledge, share different experiences and difficulties, but that allow greater learning and deconstruction of prejudices.

 

Keywords: Education. Border. Supervised internship. Experience Report. Social Sciences.


Palavras-chave


Educação; Fronteira; Estágio Supervisionado; Relato de Experiência; Ciências Sociais.

Texto completo:

PDF

Referências


ARAUJO, Ana Paula Correia; CONCEIÇÃO, Orsolina Fernandes da; CARVALHO, Luciani Coimbra de. A Escola no Brasil Para Brasileiros e Bolivianos. In. URQUIZA, Antonio Hilario Aguilera (org.). Fronteira Dos Direitos Humanos: direitos humanos nas fronteiras. Campo Grande: Editora UFMS, 2016. pp. 167-184.

BRASIL. Portaria nº 213, de 19 de Julho de 2016. Seção 1, nº 138, p. 12, 2016. Disponível em: < http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=20/07/2016> (Último acesso em: 08/01/2019).

BRUNO, Lúcia. Educação e Desenvolvimento Econômico no Brasil. Revista Brasileira de Educação v. 16 n. 48, p. 545-806, set./dez., 2011.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1987a. 107p.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1996b. 57p.

IBGE. Panorama de cidades: salário médio e trabalho. 2018. Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ms/coronel-sapucaia/panorama> (Último acesso em: 08/01/2019).

LUCKESI, Cipriano Carlos. Tendências Pedagógicas na Prática Escolar. In. Filosofia Educação. São Paulo: Cortez, 1994. p. 53-75.

NOGUEIRA, Ricardo José Batista. Fronteira: espaço de referência identitária? Ateliê Geográfico, v. 1, n. 2, pp. 27-41, dez., 2007.

PARAGUAY. “23 de Junio: ¡Sanjuanazo en el Deportivo!”. In. Paraguay Mi País, Comunidad, 2018. Disponível em: (Último acesso em: 23/01/2019).

PARO, Vitor Henrique. Autonomia do Educando na Escola Fundamental: um tema negligenciado. Editora UFPR: Educar em Revista, n. 41, p. 197-213, jul./set., 2011.

PPP. Projeto Político Pedagógico. Escola Estadual Coronel Sapucaia. 2017. 38p.

ROSA, Sabrina Hax Duro; BOHN, Hilário I. Os Banheiros da Escola Como Espaço de Significação: as marcas do gênero e a influência da mídia na (trans)formação identitária dos estudantes do ensino médio. In. ICCAL – International Congress of Critical Applied Linguistics, p. 698-715, Brasília, 2015.

SILVA, Luis Sérgio da. O conceito de fronteira em Deleuze e Sarduy. Goiás: UFG, 2005. Disponível em: < https://vdocuments.site/conceito-de-fronteira-deleuze.html> (Último acesso em: 23/04/2020).

SOUZA, Flavia Daniele de. Análise do Projeto Político Pedagógico: o movimento em direção a educação inclusiva. Dissertação (Mestrado em Educação), UNESP – Universidade Estadual de São Paulo, São Paulo, 2009a. p. 44-53.

SOUZA, Maria Ester do Prado. Família/Escola: a importância dessa relação no desempenho escolar. In. Programa de Desenvolvimento Educacional, p. 3-25, Paraná, 2009b.

TV MORENA. “Mapa da violência mostra que taxa de homicídios em município de MS cresceu 143% em 10 anos”. G1 O Portal de Notícias da Globo, Notícias, 2017. Disponível em: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/mapa-da-violencia-mostra-que-taxa-de-homicidios-em-municipio-de-ms-cresceu-143-em-10-anos.ghtml. Acesso em: jan. 2019.

Recebido em: 02 de fev. 2020.

Aprovado em: 20 de abr. 2020

Forma de citar este texto (ABNT):

SOUZA, Maysa Lima de. Experiências do Estágio Supervisionado em Ciências Sociais na Fronteira Coronel Sapucaia/MS-Capitan Bado/PY. Revista Café com Sociologia, Maceió, v.9, n. 1, p. 64-82, jan./jul. 2020.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2020 Revista Café com Sociologia

Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

 

Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5


INDEXADORES


 



POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

4ª Etapa:Os textos finalizados são encaminhados para a diagramação e posterior publicação.

OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.