Os rumos do projeto moderno e a emergência do pós-modernismo: contribuições teóricas sobre as transformações socioculturais do século XX

Luciana Silvestre Girelli

Resumo


Resumo

O artigo busca compreender as transformações econômicas, políticas e socioculturais que marcaram o século XX e inauguraram uma ordem social diferenciada, ora denominada de pós-modernismo. Para isso, apresenta uma discussão teórica a respeito dos rumos do projeto moderno, problematizando suas ambivalências, seu esgotamento ou não e sua impossibilidade de realização no âmbito do sistema capitalista. Além disso, discute as nuances do pós-modernismo sob uma perspectiva crítica e as polêmicas em torno desse conceito. Conclui o debate corroborando com a perspectiva de Fredric Jameson de que o pós-modernismo é lógica cultural do capitalismo contemporâneo e não uma ordem social completamente nova.

Palavras-chave:Pós-modernismo. Modernidade. Fredric Jameson. Lógica cultural.

 

Abstract

The article seeks to understand the economic, political and socio-cultural transformations that marked the 20th century and inaugurated a differentiated social order, sometimes called postmodernism. For this, it presents a theoretical discussion about the directions of the modern project, problematizing its ambivalences, its exhaustion or not and its impossibility of realization within the capitalist system. In addition, he discusses the nuances of postmodernism from a critical perspective and the controversies surrounding this concept. He concludes the debate by corroborating Fredric Jameson's view that postmodernism is the cultural logic of contemporary capitalism and not a completely new social order.

Keywords:Postmodernism. Modernity. Fredric Jameson. Cultural logic.


Palavras-chave


Pós-modernismo, Modernidade, Fredric Jameson, Lógica cultural

Texto completo:

PDF

Referências


Referências bibliográficas

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. O historiador Naif ou a análise historiográfica como prática de excomunhão. In: GUIMARÃES, Manoel Luís Salgado (Org.). Estudos sobre a escrita da história. RJ: 7Letras, 2006.

ANDERSON, Perry. As origens da Pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

BAUMAN, Zigmunt. Modernidade e ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

BEHRING, Elaine Rosseti. A política social no capitalismo tardio. São Paulo: Cortez: 2002.

¬¬¬¬¬¬

___________; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. 5. ed. São Paulo, Cortez, 2008.

BENJAMIN, César. Democracia, economia e socialismo. In: FLEURY, Sonia; LOBATO, Lenaura de Vasconcelos Costa (Org). Participação, democracia e saúde. Rio de Janeiro: CEBES, 2009. p. 14-23.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

CHESNEAUX, Jean. Modernidade mundo. Petrópolis (RJ): Vozes, 1995.

DEL ROIO, Marcos. A crise do movimento operário. In: FREITAS, M. (Org.). A reinvenção do futuro. São Paulo: Cortez, 1996, p. 187-207.

EAGLETON, Terry. As ilusões do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

ECHEVERRÍA, Bolívar. Las ilusiones de la modernidad. México: UNAM/El equilibrista, 1995.

ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2007.

HARVEY, David. Condição Pós-moderna. 6. ed. São Paulo: Loyola, 1996.

JAMESON, Fredric. Pós-Modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. 2.ed. São Paulo: Ática, 2007.

___________. “Pós-modernismo ou pós-modernidade?”. Fronteiras do Pensamento, 2011. Disponível em https://www.fronteiras.com/videos/pos-modernismo-ou-pos-modernidade. Acesso em 07.06.2019.

MALERBA, Jurandir. A história da América Latina: ensaio de crítica historiográfica. RJ: FGV, 2009.

ROUANET, Sergio Paulo. Mal-estar na modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SANTOS, Josiane Soares. Neoconservadorismo pós-moderno e serviço social brasileiro. São Paulo: Cortez, 2007.

ZAGORIN, Perez. Historiografia e pós-modernismo: reconsiderações. Topói, vol.2, jan-jun 2001, pp.137-152.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

INDEXADORES:

Google Acadêmico

Academia.edu

ANPOCS

DIADORIM

REDIB

Latindex

 

Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5




POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

4ª Etapa:Os textos finalizados são encaminhados para a diagramação e posterior publicação.

OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.