Sociedade Civil, Terceiro Setor e ONGs: esboço de alguns termos

Marina Félix de Melo

Resumo


O presente ensaio recorre as dimensões analíticas de sociedade civil e terceiro setor utilizadas nos estudos sobre Organizações Não-Governamentais. Realizamos um esboço das principais entradas teóricas necessárias ao enquadramento epistemológico da sociedade civil, a considerar os limites de conceitos que são repensados quando em etapas práticas de pesquisa, em que as conjunturas verificadas nos campos de investigação apresentam-se como categorias plásticas complexas.

Texto completo:

PDF

Referências


ABONG. ONGs: repensando sua prática de gestão. Abong, 2007

BOBBIO, Norberto. "Sociedade Civil". In: Dicionário de Política. 12.ed. vol. 2. Brasília: Universidade de Brasília, 2004.

CABRAL, Eloísa Helena de Souza. "O lugar do social do terceiro setor e as dualidades de sua gestão. In: FONTES, Breno; MARTINS, Paulo Henrique (orgs). Redes, práticas associativas e gestão pública. Recife: Universitária, 2006.

CARDOSO, Ruth. "Fortalecimento da Sociedade Civil". In: IOSCHPE, Evelyn. 3º Setor: desenvolvimento social sustentável. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

CARY, Paul. "O comércio justo e a reinscrição da economia: as dimensões políticas do comércio justo". In: Revista Estudos de Sociologia. Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE. Vol. 10, nº 1 e 2. Recife, 2004.

CHANIAL, Philippe. "Todos os direitos por todos e para todos". In: MARTINS, Paulo Henrique; NUNES, Brasilmar Ferreira (orgs). A nova ordem social: perspectivas da solidariedade contemporânea. Brasília: Paralelo 15, 2004.

COELHO, Simone. Terceiro Setor: um estudo comparado entre Brasil e Estados Unidos. 2.ed. São Paulo: SENAC, 2001.

COHEN J. e ARATO A. Civil Society and Political Theory. MIT Press. Cambridge, 1992.

FERNANDES, Florestan. A ditadura em questão. São Paulo, T.A. Queiroz, 1982.

FERNANDES, Rubem César. "O que é o Terceiro Setor?" In IOSCHPE, Evelyn Berg (org). 3º Setor: Desenvolvimento Social Sustentado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

LANDIM, Leilah. "Experiência Militante: Histórias das assim chamadas ONGS". In: LANDIM, Leilah (org). Ações em Sociedade: Militância, caridade, assistência, etc. Rio de Janeiro: ISER/NAU, 1998.

______. "Múltiplas Identidades das ONGs". In: HADDAD, Sérgio (org). ONGS e Universidade: Desafios para a Cooperação na América Latina. São Paulo: Abong/Peirópolis, 2002.

______. "É o momento de pensar na desconstrução do nome ONG". In: Revista do Terceiro Setor, 2002.

MATOS, Aécio Gomes de. "Democracia, pobreza e participação". In: FONTES, Breno; MARTINS, Paulo Henrique (orgs). Redes, práticas associativas e gestão pública. Recife: Universitária, 2006.

MONTEIRO, Alcides. "Poderá a Sociedade Civil inventar novas alternativas?" In: Associativismo e novos laços sociais: as iniciativas de desenvolvimento local em Portugal. Covilhã: UBI, 2002.

PORTELLI, Hugues. Gramsci e o bloco histórico. 5º ed, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1990.

TACHIZAWA, Takeshy. Organizações Não-Governamentais e Terceiro Setor: criação de ONGs e categorias de atuação. São Paulo: Atlas, 2002.

RIFKIN, Jeremy. "Identidade e Natureza do Terceiro Setor". In: IOSCHPE, Evelyn. 3º Setor: desenvolvimento social sustentável. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

ROFMAN, Adriana; VILLAR, Alejandro. Desarollo Local: uma revisión crítica del debate. Buenos Aires: Espacio Editorial, 2006.

SEMERARO, Giovanni. Gramsci e a sociedade civil. Petrópolis: Vozes, 1999.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais

Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

 

Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5


INDEXADORES


 



POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

4ª Etapa:Os textos finalizados são encaminhados para a diagramação e posterior publicação.

OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.