Estados (quase) sociais: Desafios prospetivos para o modelo social europeu

Joaquim Fialho

Resumo


Este artigo faz uma incursão sobre a constituição e os modelos de Estado Social dos países da Europa. É realizada uma incursão pela gênese do Estado-Providência na Europa e a forma como se encontram os modelos sociais europeus. No seguimento desta incursão é realizada uma reflexão sobre o Estado-Providência na lógica do Bem-estar, refletindo sobre os conceitos de universalismo e de desmercadorização. No segundo ponto são equacionados alguns dos desafios que se colocam aos estados sociais europeus. As notas finais trazem para o debate um conjunto de fatores e debilidades que nos permitem discutir as fragilidades dos estados sociais europeus e, no caso concreto, para o tão desejado modelo social europeu.

Palavras-chave:Estado Social. Modelo social europeu. Desafios e fragilidades.

 

 

 

Abstract

This article makes a foray into the constitution the Social State models of the countries of Europe. There is an incursion into the genesis of the welfare state in Europe and the way European social models are found. Following this incursion is a reflection on the welfare state in the logic of welfare, reflecting on the concepts of universalism and de-equalization. In the second point, some of the challenges facing the European social states are addressed. The final notes bring to the debate a set of factors and weaknesses that allow us to discuss the weaknesses of European social states and, in this case, the much-desired European social model.

Key-words:Social State. European social model. Challenges and weaknesses.


Palavras-chave


Estado Social, modelo social europeu, desafios e fragilidades

Texto completo:

PDF

Referências


ASTIER, Isabelle. Les Nouvelles Règles du Social, Presses Universitaires de France, 2007.

CANTELI, Frabrizzio. From Welfare State to Reflexive State? About Capacity, Autonomy and Responsibility in Social Policy, Paper presented at "The Transformation of Welfare State: Political Regulation and Social Inequality", 4th Annual ESPAnet Conference, Bremen, 2006.

CASTELLS, Manuel (3ºed.). "A Transformação do Trabalho e do Emprego: Trabalhadores da Rede, Flexíveis e Desempregados", in A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura (volume 1), Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp.265-430, 2000.

CASTELLS, Manuel; HIMANEN, Pekka. "O Bem-Estar da Nação. A Sociedade da Informação e o Estado-Providência", in A Sociedade da Informação e o Estado-Providência "“ O Modelo Finlandês, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp.111-148, 2007.

CASTRO, Alexandra; GUERRA, Isabel (coord.). Os caminhos da pobreza: perfis e políticas sociais na cidade de Lisboa, Centro Editorial da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 2010.

COMISSÃO EUROPEIA. O Futuro Demográfico da Europa: Transformar um desafio em oportunidade, 2006.

ESPING-ANDERSEN, Gøsta. "The Three Welfare-State Regimes", in The Three Worlds of Welfare Capitalism, Cambrige, Polity Press, pp.9-143, 1990.

______________. "Um Estado-Providência para o Século XXI", in Maria João Rodrigues (coordenadora), Para uma Europa da Inovação e do Conhecimento, Oeiras, Celta, pp.79-125, 2000.

FERRARA, Maurizio; HAMERICK, Anton; RHODES, Martin. "The Future of the European «Social Model» in the Global Economy", Journal of Comparative Policy Analysis, 3(2), pp.163-190, 2001.

GIDDENS, Anthony. "Modelo Social", in A Europa na Era Global, Lisboa, Editorial Presença, pp.17-48, 2007.

GOETSCHY, Janine. "The Lisbon Strategy and social Europe: two closely linked destinies", in Maria João Rodrigues, Europe, Globalization and the Lisbon Agenda, Cheltenham, UK, Edward Elgar, pp.74-90, 2009.

______________. "Tacking stock of social Europe: is there such a thing as a community social model?", in Maria Jepsen e Amparo Serrano Pascual, Unwrapping the European Social Model, Bristol, Polity Press, pp.47-72, 2006.

HELLER, Agnès. "Una revisión de la teoría de las necesidades en Marx", Barcelona: Paidós, 1996.

MORENO E PASCUAL. "Europeización del Bienestar y activación", Política y Sociedad, 44(2), pp. 31-44, 2007.

RODRIGUES, E. et al. (1999), "Políticas sociais e exclusão em Portugal", Sociologia "“ Problemas e Práticas, nº31, pp.39-67.

______________. A Agenda Económica e Social da União Europeia, Lisboa, Dom Quixote, 2004.

______________. "On the European innovation policy: key issues for policy-making", in Rodrigues, M. J., (2009) Europe, Globalization and the Lisbon Agenda, Edward Elgar Publishing, pp. 23-37, 2009a.

______________."Towards a sustainable European Social Model: key issues for policy-making", in Europe, Globalization and the Lisbon Agenda, Cheltenham, UK, Edward Elgar, pp.50-73, 2009b.

______________. "The influence of the European socio-economic model in the global economy", in Mario Telò, The European Union and Global Governance, Routledge, pp.104-127, 2009c.

______________. "On the EU2020, from Lisbon", in On the EU2020 Strategy: contributions after the Lisbon Agenda experience, pp.4-29, 2010.

SILVA, Pedro Adão e. "Estado-Providência: o modelo político do Estado Moderno", Finisterra, nº24/25, pp. 37-59, 1997.

______________. O Modelo de Welfare da Europa do Sul: reflexões sobre a utilidade do conceito, Comunicação apresentada na conferência: "O modelo latino de protecção social", ISEG, 21 e 22 de setembro de 2001.

SOETE, Luc. "Some reflections on innovation policy" in Maria João Rodrigues, Europe, Globalization and the Lisbon Agenda, Edward Elgar Publishing, pp. 38-49, 2009.

SOULET, Marc-Henry. "Confiança e capacidade de acção. Agir em contexto de inquietude", in Casimiro Balsa (org.), Confiança e Laço Social, Edições Colibri, Lisboa, pp.25-47, 2006.

VALTRINI, Patrick. Les Politiques Sociales en France, Editions Hachette, Paris, 1999.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

INDEXADORES:

Google Acadêmico

Academia.edu

ANPOCS

DIADORIM

REDIB

Latindex

 

Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5




POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

4ª Etapa:Os textos finalizados são encaminhados para a diagramação e posterior publicação.

OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.