Uma entrevista com David Le Breton: Da construção do corpo aos significados da dor: antropologia do “risco”, do silêncio e da palavra

Beatriz Brandão Santos, Janderson Bax Carneiro

Resumo


David Le Breton é professor de Sociologia e Antropologia da Universidade de Estrasburgo, na França. Seus trabalhos influenciam a produção sociológica e antropológica sobre os estudos acerca do corpo e da corporeidade, além da dor, do silêncio, das condutas de risco, que são alguns dos temas que dialogam nessa esteira que o pesquisador conecta em seus livros. É autor de uma série de obras publicadas na França e traduzidas para várias línguas em todo o mundo. Livros como A sociologia do corpo Adeus ao corpo ;As paixões ordinárias, O sabor do mundo. Uma antropologia dos sentidos ; o desaparecer de si. Uma tentaçao contemporanea entre outros,estão entre os títulos traduzidos no Brasil.

Ao longo do seu percurso intelectual, Le Breton já transitou por um múltiplo espectro temático, cuidadosamente desenvolvido em livros como: Corps et sociétés, Anthropologie du corps et modernité, Passions du risque, Des visages, La chair à vif, La sociologie du risque, Anthropologie de la douleur, Du silence, Éloge de la marche, Conduites à risques, La peau et la trace, Le théâtre du monde, e alguns dos títulosmais recentes, como Signes d’identité- tatouages, piercings et autres marques corporelles.

Nesta entrevista concedida em sua cidade de moradia e trabalho, Estrasburgo, David Le Breton trouxe à tona temáticas que entrecruzam o corpo, a dor, as condutas de risco, o silêncio e a fala, interligando suas trajetórias intelectual e pessoal.  

 

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Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

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Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5




POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

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OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.