O Ensino de Sociologia na UFRGS: Entrevista com a Professora Dra. Luiza Helena Pereira

Marcelo Pinheiro Cigales

Resumo


Luiza Helena Pereira é professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde atua no curso de formação de professores de Ciências Sociais. Esteve ligada a luta pela volta da disciplina na educação básica do Rio Grande do Sul, e a partir da década de 1990, esteve envolvida em uma série de ações em relação ao ensino de sociologia na UFRGS, estando à frente da disciplina "O ensino da Sociologia no Ensino Médio" criada em 1997, e mais recentemente na criação do Laboratório Virtual e Interativo de Ensino de Ciências Sociais (LAVIECS). Além dessas questões, a entrevista aborda aspectos da trajetória profissional de Luiza Helena e sua relação com o Ensino de Sociologia.


Palavras-chave


Ensino de Sociologia, Formação de professores, história do ensino de sociologia

Texto completo:

PDF

Referências


BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. 13º edição. São Paulo: Edições Loyola, 2003.

BERBEL, Neusi Aparecida Novas (org.). Metodologia da Problematização: Fundamentos e Aplicações. Londrina, UEL, 1999.

BOURDIEU, Pierre et al. El ofício de sociólogo. 3 ed. México, Siglo Veintiuno, 1994.

BOURDIEU, Pierre et al. Lições da Aula. São Paulo, Editora Ática S. A, 1988.

Brasil Parecer 38/2006. Inclusão obrigatória das disciplinas de Filosofia e Sociologia no currículo do Ensino Médio. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica, Brasília, MEC, 2006.

Brasil. Lei Nº 11.684, de 2 de Junho de 2008- Brasília: Diário Oficial da União, de 03 de junho de 2008, Seção 1, p. 1 edição 104, 2008.

Brasil. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Ministério da Educação, 1996.

Brasil. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Ciências Humanas e suas Tecnologias/Secretaria de Educação Básica - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de educação Básica, 2006.

Brasil. Parâmetros Curriculares de Ensino Médio - PCEM, 2000.

Brasil. Parâmetros Curriculares de Ensino Médio + Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCEM, 2002.

Brasil. Parecer CEB 15/1998 "“ Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, 1998.

BrasiL. Resolução CEB 03/1998 "“ Institui as diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, 1998.

BRASIL. Resolução CNE/CEB Nº 4, de 16 de Agosto de 2006. MEC/ CNE/CEB.Brasília: Diário Oficial da União, de 21 de Agosto de 2006, Seção 1, p. 15, 2006.

COULSON, M.A., RIDDEL D. S. Introdução crítica à sociologia. 5 ed. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.

DURKHEIM, Émile. A divisão do trabalho social. Portugal: Presença/ Brasil: Martins Fontes, 1977.

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

Durkheim, Émile. Educação e Sociologia. 11º ed. São Paulo, Edições Melhoramentos, 1978.

ELIAS, N. Introdução à Sociologia. Lisboa, Editora Edições 70. 1999.

GIDDENS, A. Em Defesa da Sociologia. São Paulo, Editora Unesp, 2001.

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4º ed. Porto Alegre: Artmed Ed. S.A., 2005.

GIDDENS, Anthony. Sociologia: uma breve, porém crítica introdução. Rio de Janeiro, Zahar, 1984.

GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cultura. RJ: Civilização Brasileira. 1982.

IANNI, Octávio. O Ensino das Ciências Sociais no 1º e 2º Graus. Palestra proferida em março de 1985 na Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas "“ CENP/SE, 1985.

LAHIRE, Bernard. Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino da Sociologia? In: Danyelle Nilin Gonçalves (Org.) Sociologia e Juventude no Ensino Médio: formação, PIBID e outras experiências. Campinas/SP: Pontes Editores, 2013.

MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: HUCITEC, 1991.

MARX, Karl. Para a crítica da economia política. São Paulo: Ed. Abril, 1982.

MARZANO et al. O Ensino que Funciona. Estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. Porto Alegre, Artmed, 2008.

MEKSENAS, Paulo. O ensino da sociologia na escola secundária. Revista Leitura e Imagens, Florianópolis v. 1, n.1, p. 67-82, 1995.

MEKSENAS, Paulo. Sociologia. 2 ed. São Paulo, Cortez, 1994.

MILLS, Wright C. A imaginação sociológica. 2 ed. Rio de Janeiro, Zahar, 1969.

MORAES, Amaury. "Por que sociologia e filosofia no ensino médio?" Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo-SINSESP, 1999.

PEREIRA, Luiza Helena. Por uma sociologia da sociologia no ensino médio. 2009. In: Congresso Brasileiro de Sociologia (14: 2009, jul. 28-31 : Rio de Janeiro, RJ). Sociólogos do futuro, Rio de Janeiro : SBS, 2009.

PEREIRA, Luiza Helena. Qualificando o ensino da sociologia no Rio Grande do Sul In: Alice Plancherel e Evelina Antunes (org.). Leituras sobre sociologia no Ensino Médio. Maceió: EDUFAL, 2007.

PEREIRA, Luiza Helena. Teoria Sociológica e Ensino Médio. In: Célia Caregnato e Maria Elly Genro (org.). Sociologia e Filosofia Para quê? Diálogos com protagonistas na escola. Porto Alegre, Editora da UFRGS, 2011.

SAVIANI, Dermeval. A nova Lei da Educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas, Ed. Autores Associados, 1997.

SAVIANI, Dermeval. Comentários sobre o Parecer Diretrizes Nacionais para a organização curricular do ensino médio, de Guiomar Namo de Mello. Palestra realizada na SE de São Paulo, em 18.05.1998. São Paulo, 1998.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio 2011-2014. Porto Alegre: Secretaria Estadual de Educação, 2011.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Referenciais Curriculares do Estado do Rio Grande do Sul: Área de Sociologia. Departamento Pedagógico, Porto Alegre: SE/DP, 2009.

WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1967.

WEBER, Max. Economía y sociedad: esbozo de sociología comprensiva. Argentina: FCE, 1992.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Revista Café com Sociologia é uma publicação semestral, voltada para o debate sobre temas relevantes das Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) e da docência dessas ciências.

ISSN: 2317-0352

INDEXADORES:

Google Acadêmico

Academia.edu

ANPOCS

DIADORIM

REDIB

Latindex

 

Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5




POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às cegas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

4ª Etapa:Os textos finalizados são encaminhados para a diagramação e posterior publicação.

OBS: O processo é organizado de modo a presevar a identidade da autoria e da avaliação.