Apresentação do Dossiê especial História do Ensino de Sociologia

Cristiano das Neves Bodart, Marcelo Pinheiro Cigales

Resumo


É possível fazer a história do ensino de uma disciplina escolar? O que devemos dar ênfase nesse processo de pesquisa? Quais as fontes possíveis? São inúmeras os questionamentos que envolvem essa temática de pesquisa ainda em construção no Brasil. Se por um lado a História da Sociologia já se constitui em um campo de pesquisa relativamente presente nos congressosinternacionais, tais como ISA World Congress of Sociology, Research Commitee on History of Sociology (RC08), por outro, ainda será necessário muitos esforços para chegarmos a uma produção científica que consiga dar legitimidade a esse campo de pesquisa. O presente dossiê corrobora na direção de compreender e evidenciar como e porquê a disciplina de Sociologia se faz presente e ausente em determinados níveis educacionais, bem como compreender quais foram os fenômenos sociais e colaborações intelectuais que estiveram presente em cada contexto histórico dessa disciplina.

É nesse ambiente de busca por espaço de diálogo e experiências de pesquisas sobre a História do ensino de Sociologia, que este dossiê se constituiu. Inicialmente proposto na forma de um Grupo de Trabalho (GT 05- História do Ensino de Sociologia no Brasil) coordenado junto ao IV Encontro Nacional sobre o Ensino de Sociologia (ENESEB), organizado pela Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). O dossiê, ora apresentado, busca ampliar as discussões presentes naquele momento ao abrir uma chamada de submissões de artigos aos pesquisadores (as) de outras instituições de ensino que tivessem como foco de pesquisa a História do ensino da Sociologia. Cabe salientar que neste ano de 2015 comemora-se uma data especial em relação a essa temática de pesquisa; estamos no 90º aniversário do decreto que tornou a disciplina obrigatória na escola secundária no Brasil, em 1925.

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Referências


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JULIA, Dominique. A cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de História da Educação. v. 1. n. 1. p. 9-43, 2001.

MEUCCI, Simone. A institucionalização da Sociologia no Brasil: primeiros manuais e cursos. Dissertação de mestrado. Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP, 2000.

OLIVEIRA, Amurabi. Revisitando a história do ensino de Sociologia na Educação Básica. Acta Scientiarium: Education, v. 35, n. 2, p. 179-189, 2013.

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ISSN: 2317-0352

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Na avaliação QUALIS para o quadriênio 2013-2016 a Revista Café com Sociologia foi assim avaliada:

LETRAS / LINGUÍSTICA =B2

ENSINO = B3

SERVIÇO SOCIAL =B3

INTERDISCIPLINAR = B4

PSICOLOGIA = B4

SOCIOLOGIA = B5

HISTÓRIA = B5

ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA = B5

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO = B5

HISTÓRIA = B5




POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS

Os artigos recebidos passam por quatro etapas:

1ª Etapa:uma primeira avaliação realizada por integrantes do conselho editorial. Nesse momento são observados: i) se não há no texto indicação de autoria, a fim de garantir um processo de avaliação às segas; ii) se o texto enquadra-se no foco da revista; iii) se o texto apresenta clareza quanto ao problema de pesquisa, o objeto, o método e os resultados alcançados e; iv) se atende as diretrizes de formatação do texto (ver diretrizes para autores). Os textos que não atenderem a um desses aspectos será arquivado e não enviado aos pareceristas, que é etapa seguinte. 

2ª Etapa: os textos são enviados a dois pareceristas que avaliarão às cegas a pertinência, a originalidade, a clareza e a qualidade do trabalho e da redação. Ao fim dessa avaliação emitirão um parecer, podendo ser “aprovado”, “favorável à aprovação com recomendações de ajustes”, “enviar para uma segunda rodada” e “reprovar”. A análise de mérito é realizada por dois pareceristasad hoc. Em caso de discordância entre os dois pareceres, solicita-se uma terceira avaliação. Os textos para serem aprovados precisam de duas posições favoráveis à publicação, ainda que com indicações de ajustes. Os textos que forem recomendados “enviar para uma segunda rodada” serão encaminhados aos autores para ajustes e retornará para os mesmos avaliadores para obter um parecer decisivo.

3ª Etapa:Os textos aprovados serão reenviados aos autores para ajustes necessários e/ou desejáveis e, posteriormente, em prazo estipulado pela comissão editorial, reenviados para serem examinados pelos editores que observará se os ajustes, aos que foram solicitados, foram devidamente realidados. 

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